City Cortex é um programa que investiga a intersecção entre contextos urbanos contemporâneos e um dos materiais mais versáteis e sustentáveis que a Natureza tem para oferecer: a cortiça. Percepciona a cidade como um organismo vivo e dinâmico, olhando para os desafios do século XXI, em que temas como a mobilidade, segurança, conforto, protecção, sustentabilidade e gestão de matérias-primas são absolutamente essenciais.

A cidade escolhida para palco desta pesquisa é Nova Iorque e os estúdios convidados são Diller Scofidio + Renfro, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Philippe Starck e Sagmeister & Walsh.

Através das contribuições de arquitectos e designers de renome internacional, City Cortex visa a criação de projectos originais para espaços públicos e semipúblicos na cidade de Nova Iorque, através do desenvolvimento de pesquisa in situ acerca do potencial da cortiça portuguesa e da respectiva indústria de transformação.

City Cortex foca-se essencialmente em:

  • Expandir o uso de um material extraordinário, sustentável e natural em contextos urbanos;
  • Abrir caminho para uma maior consciencialização sobre a sustentabilidade e o desenvolvimento das paisagens urbanas contemporâneas;
  • Inspirar um pensamento inovador, marcado por ideias e intersecções que ofereçam uma contribuição positiva e útil à nossa vivência enquanto comunidade e interacção com o mundo natural.

O programa dedica-se também à ideia da cidade enquanto playground e espaço de uso comum, multidisciplinar e multicultural.

Promovido pela Amorim e com curadoria da experimentadesign, o resultado deste programa será apresentado em Nova Iorque no segundo semestre de 2020.

Cortex e City Cortex

A origem da palavra cortex encontra-se numa declinação do latim, significando casca ou cortiça. De uma forma mais abrangente, no universo da botânica, o cortex é o tecido mole ou rígido que encapsula uma planta ou árvore – a camada exterior que a protege dos elementos. Este conceito foi também adaptado para a anatomia, representando a camada exterior de um órgão ou estrutura biológica, como os rins ou, na sua forma mais conhecida, o cérebro. Assim, o cortex posiciona-se, a todos os níveis, como a barreira protectora dos órgãos essenciais à sobrevivência de um organismo biológico, fazendo com que seja resistente e estável.

As grandes metrópoles organizam-se, movem-se e funcionam a uma velocidade e complexidade que em muito se assemelha à actividade e composição neurológica do cérebro. City Cortex assume a cidade como um organismo vivo e dinâmico e debruça-se sobre os desafios do século XXI, onde questões como a mobilidade, a segurança, a sustentabilidade e a gestão de recursos são essenciais. Dedica-se também ao tema da cidade enquanto playground e espaço de uso comum, multidisciplinar e multicultural.

O nome City Cortex emerge da união destes conceitos: um que conduz directamente à cortiça e outro que estabelece uma relação com o cérebro e com o pensamento criativo. O projecto transpõe estas duas ideias para o contexto urbano, especificamente para uma das cidades mais icónicas do mundo: Nova Iorque.

Investigação Histórica

O projecto City Cortex incorpora ainda uma importante componente de pesquisa e investigação em torno dos laços históricos que ligam Portugal e os Estados Unidos da América, particularmente no contexto do desenvolvimento do uso da cortiça, nas suas mais variadas áreas, ao longo do século XX.